Sindicato Interestadual das Indústrias Misturadoras, Envasilhadoras de Produtos Derivados de Petróleo
Simepetro - Sindicato Interestadual das Indústrias Misturadoras, Envasilhadoras de Produtos Derivados de Petróleo
(11) 3207 0072
AIE prevê aumento da demanda de petróleo nos próximos 25 anos – 09/11/10
 
Agência AFP
A demanda de petróleo aumentará 18% entre 2009 e 2035, em grande parte graças ao consumo da China, e o barril deve alcançar o preço de 113 dólares, mas as cotações devem sofrer uma volatilidade a curto prazo, apesar da campanha de conscientização a respeito das energias renováveis, destaca um relatório da Agência Internacional de Energia (AIE).
Ao mesmo tempo, a agência afirma que o fracasso da reunião de Copenhague sobre o clima custará até 2030 um trilhão de dólares adicionais em investimentos necessários para modificar as políticas energéticas.
A AIE calcula que a demanda mundial de petróleo chegará a 99 milhões de barris diários (mbd) em 2035, uma alta de 15 milhões na comparação com 2009.
O aumento será resultado exclusivamente da demanda de países que não integram a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE), que reúne os países mais ricos do planeta e tem os interesses representados pela AIE.
De fato, metade deste aumento virá da China, em consequência da necessidade de combustíveis do gigante asiático para seu sistema de transportes, destaca a AIE, que tem sede em Paris.
Entre os países da OCDE, a demanda cairá 6% no mesmo período de referência, de acordo com o relatório sobre as perspectivas energéticas mundiais da AIE.
A Agência prevê ainda uma forte volatilidade dos preços do petróleo a curto prazo, mas com uma recuperação a longo prazo, com a perspectiva de um barril a 113 dólares em 2035.
A cotação média do barril de petróleo atualmente é de 85 dólares.
A agência também destaca em seu relatório os custos adicionais provocados pela reunião sobre o clima do ano passado na Dinamarca.
“O fracasso de Copenhague nos custou pelo menos um trilhão de dólares”, afirma a AIE em seu relatório anual sobre as perspectivas energéticas mundiais.
No documento divulgado ano passado, pouco antes do encontro de Copenhague de dezembro de 2009 sobre o aquecimento global, a AIE considerava necessários investimentos adicionais de 10,5 trilhões de dólares até 2030 para mudar as políticas energéticas e evitar danos irreperáveis ao clima.
No relatório de 2010, a AIE afirma que os “gastos adicionais” necessários chegam a 11,6 trilhões até 2030, ou seja, um trilhão a mais que o estimado no ano passado.
Segundo a agência, reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) – principal gás que provoca o efeito estufa – de maneira suficiente para limitar o aumento da temperatura do planeta a dois graus centígrados, segundo o acordo não obrigatório assinado em Copenhague, “exigiria uma profunda transformação do sistema energético mundial”.
“Os compromissos anunciados pelos países no acordo de Copenhague para reduzir suas emissões de gases do efeito estufa não estão, em seu conjunto, à altura do que seria necessário para alcançar o objetivo dos dois graus”, lamenta o relatório.
“Apenas o impulso de uma política fenomenal permitiria alcançar tal objetivo”, destaca o texto.