Sindicato Interestadual das Indústrias Misturadoras, Envasilhadoras de Produtos Derivados de Petróleo
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Depois dos russos, Venezuela tenta união com a China no petróleo – 03/02/10
 
DCI

Rafael Ramirez, ministro do Petróleo e da Energia da Venezuela, chegou a Pequim ontem para discutir com representantes do governo e de empresas da China a respeito de projetos de jointventure em refinarias e do investimento chinês nas reservas de petróleo pesado da Venezuela.

Na segunda-feira, Caracas fechou um acordou com o governo russo para a criação de uma companhia petrolífera. No mesmo dia, um instituto de pesquisa geológica do governo norte-americano informou que está estudando uma região da Venezuela que pode vir a ser a maior reserva de petróleo extrapesado do país. Embora as companhias de petróleo chinesas não tenham participado da rodada do leilão de petróleo de Carabobo, da Venezuela, há uma semana, os dois países mantêm amplos laços na área de energia, que foram aprofundados recentemente por novos acordos sobre petróleo. Em 29 de janeiro, o presidente Hugo Chávez disse que foram recebidas duas propostas no primeiro grande leilão de direitos de produção de petróleo, na Venezuela, desde que ele assumiu em 1999. No fim de dezembro, a China National Offshore Oil Corporation (Cnooc) se uniu às duas maiores estatais petroleiras do país já ativas na Venezuela ao assinar um préacordo para ajudar a desenvolver o bloco de Boyaca-3 na bacia do Orinoco, no leste do país.

Ramirez, que é também presidente da petroleira estatal Petróleos de Venezuela AS (PdVSA), vai visitar a Cnooc, a China National Petroleum Corp (CNPC) e a China Petrochemical Corp (grupo Sinopec), e se reunir com representantes de planejamento econômico estatal do Banco Nacional de Desenvolvimento da China e da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma. Em dezembro, a CNPC também assinou um pacto para desenvolver um bloco na bacia do Orinoco, que pode produzir 400 mil barris de petróleo por dia. A Sinopec e a CNPC estão estudando a construção de refinarias na Venezuela, enquanto a CNPC e a PdVSA planejam construir uma grande refinaria na província de Guangdong, sul da China, para processar petróleo venezuelano.

Comércio venezuelano O Instituto para a Defesa das Pessoas no Acesso aos Bens e Serviços (Indepabis) da Venezuela determinou o fechamento temporário de mais de 1.900 empresas e

lojas por suposta especulação depois da entrada em vigor, há três semanas, de uma forte desvalorização monetária no país. Rafael Ramirez, ministro do Petróleo e da Energia da Venezuela, chegou a Pequim ontem para discutir com governo e empresas da China projetos para refinarias na Venezuela.