Sindicato Interestadual das Indústrias Misturadoras, Envasilhadoras de Produtos Derivados de Petróleo
Simepetro - Sindicato Interestadual das Indústrias Misturadoras, Envasilhadoras de Produtos Derivados de Petróleo
(11) 3207 0072
Mercado prevê, pela 1ª vez, expansão do PIB abaixo de 2% neste ano

 

Os economistas das instituições financeiras reduziram novamente, na última semana, sua previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano. Segundo o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central (BC), a estimativa dos analistas recuou para menos de 2% pela primeira vez – passou de 2,01% para 1,90% na última semana.

O documento é fruto de uma pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

A previsão oficial do Ministério da Fazenda para o crescimento da economia brasileira neste ano está em 4%

Também foi a décima redução consecutiva da previsão – que acontece em meio à crise financeira internacional. Se confirmado, será o pior resultado desde 2009, quando o país sentia os efeitos da primeira etapa da crise financeira internacional. Naquela ocasião, o PIB registrou retração de 0,6%. Para 2013, a previsão do mercado para o crescimento da economia recuou de 4,20% para 4,10%.

Previsões do governo e medidas adotadas A previsão oficial do Ministério da Fazenda para o crescimento da economia brasileira neste ano está em 4%. Entretanto, o ministro Guido Mantega tem se comprometido com o objetivo de crescer mais do que 2011 (2,7%). Para o BC, o crescimento será de 2,5% neste ano.

O governo tem adotado medidas para tentar aumentar o crescimento do PIB neste ano. Além das reduções da taxa básica de juros, feitas desde agosto do ano passado, e do esforço para que a taxa de câmbio fique acima de R$ 2, para estimular as exportações, a equipe econômica também avançou no processo de desoneração da folha de pagamentos.

Também foi anunciada a liberação de R$ 20 bilhões em crédito para os estados, um programa governamental de compras de R$ 8,4 bilhões, manteve o IPI reduzido para a linha branca e móveis, baixou o IOF para empréstimos de pessoas física e liberou mais de R$ 50 bilhões em compulsórios neste ano para os bancos.

Inflação e juros Na semana passada, a estimativa dos analistas do mercado para o IPCA deste ano, que serve de referência para o sistema de metas de inflação do governo, passou de 4,85% para 4,87%. Para 2013, a estimativa foi mantida em 5,5%.

Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para 2012 e 2013, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. O BC busca trazer a inflação para o centro da meta de 4,5% neste ano, visto que, em 2011, a inflação ficou em 6,5% – no teto do sistema de metas.

Para a taxa de juros no fim deste ano, a expectativa do mercado financeiro permaneceu em 7,5% ao ano – o que pressupõe uma nova redução de 0,5 ponto percentual em agosto. Atualmente, os juros estão em 8% ao ano. Para o fim de 2013, por sua vez, a previsão permaneceu estável em 8,5% ao ano.

Câmbio, balança comercial e investimentos estrangeiros Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2012 ficou estável em R$ 1,95 por dólar. Para o fechamento de 2013, a estimativa avançou de R$ 1,94 para R$ 1,95 por dólar.

A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2012 permaneceu em US$ 18 bilhões na semana passada. Para 2013, a previsão do mercado para o saldo positivo da balança comercial brasileira recuou de US$ 14,78 bilhões para US$ 13,75 bilhões.

Para 2012, a projeção de entrada de investimentos no Brasil ficou inalterada em US$ 55 bilhões. Para 2013, a estimativa dos analistas para o aporte de investimentos estrangeiros permaneceu em US$ 59,5 bilhões na última semana.

Alexandro MartelloDo G1, em Brasília

Globo.com