Sindicato Interestadual das Indústrias Misturadoras, Envasilhadoras de Produtos Derivados de Petróleo
Simepetro - Sindicato Interestadual das Indústrias Misturadoras, Envasilhadoras de Produtos Derivados de Petróleo
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Opep reduz previsão de consumo em 2010 – 11/02/10
 
Valor Econômico

Joe Brock

O ritmo lento da recuperação econômica mundial vai pressionar o consumo de petróleo este ano, disse a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) ontem, reduzindo sua previsão para o crescimento da demanda global em 2010. A Opep projetou em seu relatório mensal que a demanda mundial vai crescer 810 mil barris por dia este ano, 10 mil barris por dia abaixo da estimativa anterior.

O relatório do cartel também mostrou um aumento na produção de seus 11 membros que estão sujeitos a limites de produção. Eles produziram 26,80 milhões de barris de petróleo por dia em janeiro, uma alta de cerca de 150 mil barris por dia ante dezembro. O cumprimento do limite de produção caiu para 53% ante 57% em dezembro, de acordo com cálculos da Reuters baseados em dados da Opep.

Os contratos futuros de petróleo tiveram um dia instável ontem, mas acabaram fechando em terreno positivo. A forte nevasca que atinge a costa leste dos EUA foi a justificativa encontrada pelos investidores para puxar o ativo para cima. Aliás, o mau tempo também foi responsável pelo adiamento da divulgação do relatório sobre estoques de petróleo no país.

Em Nova York, o WTI para março ganhou 77 centavos de dólar, ou 1%, para US$ 74,52 o barril. O contrato para abril subiu 69 centavos de dólar, para US$ 74,89. Em Londres, o Brent de março registrou alta de 41 centavos de dólar, ou 0,6%, atingindo US$ 72,54, enquanto o vencimento de abril terminou a US$ 73,12, com alta de 45 centavos de dólar.

O mau tempo nos EUA fez as repartições públicas fecharem em Washington, obrigando o Departamento de Energia a adiar a divulgação do relatório de estoques de ontem para amanhã.

Os investidores também prestaram atenção às declarações do presidente do Fed, Ben Bernanke, sobre o plano para reduzir os estímulos da atual política monetária nos EUA.