Sindicato Interestadual das Indústrias Misturadoras, Envasilhadoras de Produtos Derivados de Petróleo
Simepetro - Sindicato Interestadual das Indústrias Misturadoras, Envasilhadoras de Produtos Derivados de Petróleo
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Petróleo dispara 5,7% – 31/07/09
 
Jornal do Commércio – RJ

Os preços dos contratos futuros do petróleo disparam nesta quinta-feira em Nova York em uma dramática virada em relação à sessão anterior, com o aumento na confiança do investidor em uma recuperação econômica substituindo a preocupação relacionada à uma fraca demanda, segundo traders e analistas. O preço dos contratos para setembro do petróleo subiram US$ 3,59, ou 5,7%, para US$ 66,94 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). A mínima foi de US$ 62,76 e a máxima US$ 62,79. Na plataforma ICE Futures, o contrato do petróleo tipo Brent aumentou US$ 3,58, ou 5,4%, para US$ 70,11 o barril. A mínima foi de US$ 66,36 e a máxima US$ 70,37.
Os preços do petróleo quase recuperaram completamente a queda de 6% da quarta-feira, impulsionados por uma nova onda de otimismo sobre a economia norte-americana, que fez subir os mercados de commodities e ações. O índice Dow Jones atingiu a máxima do ano depois que o Departamento do Trabalho americano informou um aumento menor do que o esperado nos pedidos de auxílio desemprego requeridos na semana.
O mercado do petróleo está mostrando atualmente alguns poucos sinais de aumento na demanda ou de oferta mais apertada. As reservas de petróleo norte-americanas subiram inesperadamente na semana passada, enquanto os estoques de gasolina e diesel estão bem acima das médias. “Esta é uma montanha russa emocional baseada em expectativas que são difíceis de quantificar”, disse Phil Flynn, analista de mercado da PFGBest. “Mesmo se a economia se recuperar há uma grande quantidade de petróleo para atender uma demanda explosiva”, acrescentou.
Algumas das maiores companhias de petróleo têm oferecido previsões que estão em divergência com o mercado com tendência de alta. “No curto prazo, é difícil prever o momento da recuperação econômica global”, disse Dave Rosenthal, vice-presidente de Relações com Investidores da ExxonMobil. Ele acrescentou que “é muito cedo para nós declararmos o fundo do poço sobre qualquer coisa”.
O Goldman Sachs, um dos bancos mais ativos nos mercados de commodities, minimizou as preocupações relacionadas à demanda que levaram à queda de quarta-feira. Em um relatório para clientes, os analistas do banco de investimentos reiteraram sua previsão de que o preço do petróleo vai atingir US$ 85 no final do ano, uma vez que as grandes economias estão começando a se estabilizar.
Contudo, preços mais altos do petróleo podem acabar desmanchando o movimento de alta, segundo o trader Morgan Downey, do Standard Chartered em Nova York. O aumento dos contratos futuros podem eventualmente se traduzirem em um preço da gasolina mais alto no varejo, o que poderia forçar os consumidores a gastar mais em combustíveis e menos em outros bens que podem estimular o crescimento mais amplo da economia.